sábado, 30 de dezembro de 2017

Meu primeiro textão aleatório

Sou muito realista com minhas coisas. Meus amigos me chamam de cético, eu mesmo me considero como tal.

Mas, acontecimentos dos últimos 10 dias me fizeram mudar um pouco de opinião.

Eu sempre gosto de analisar as coisas por pelo menos dois lados, preferencialmente se eles forem de "temáticas diferentes". Pois bem, vou analisar o que ocorreu nos últimos 10 dias sob duas óticas. A ótica da psicologia e a ótica espírita.

Pois bem, em janeiro de 2006 eu tive uma experiência muito esquisita, a qual não consegui explicação lógica até hoje. Era um sonho que tive, no qual eu estava morto. Em meu velório não havia ninguém, apenas uma pessoa que veio a se tornar minha namorada e primeira esposa. Enquanto isto, uma amiga, que era um caso paralelo, estava jogando sinuca em um local distante de onde ocorria o velório.

Dois dias depois, ao chegar em meu local de trabalho, na cidade de Joinville, eu tenho um mal subito e acordo no hospital, sem lembrar de nada. Médicos não conseguiram explicação alguma, os exames estavam normais em tudo. E ...

A única pessoa que se importou foi justamente esta que viria a ser minha namorada. E a outra? quando perguntei, estava se divertindo em outro lugar. Cheguei a comentar deste sonho (Lógico, depois do ocorrido) com psicologos e com uma amiga, que é da igreja Maranata. Interpretação psicológica foi para o lado de stress, Eu estava por decidir isto e meu subconsciente me fez lembrar. O lado da religião foi para a história de que era mensagem de Deus para mim. Comprei o lado da psicologia e segue o enterro (Ops, narrativa).

O tempo passou e cá estou eu, em uma outra situação que psicologos apontam como de elevado stress (Ops, meu mundo sempre foi estressante). Estava em um momento de fim de uma união na qual apostei muitas fichas, e acabei jogando estas fora. E em uma situação delicada: Eu precisava ter o resto de meus bens de volta. Já havia tentado de todas as formas, e a outra parte se recusava a dialogar. Algumas amigas (Não vou citá-las, mas elas sabem muito bem quem são) me aconselharam procurar um Centro Espírita. Me aconselharam não para reaver meus bens, longe disto, elas aconselharam pois notaram que eu, de alguma maneira, precisava de explicações, de mais opções de interpretação do problema que eu estava passando.

A situação não se resumia somente a "ter os bens de volta", existiam outras coisas fortes que ocorreram este ano, como mortes e tentativas frustradas de suicidio de pessoas próximas a mim. Eu estava lutando seriamente contra isto, mas chegou uma hora em que eu não tinha mais opções de explicação, então resolvi buscar o lado espiritual da coisa: precisava ter equilíbrio para pensar. Precisava equilíbrio, pois detectei que estava muito perto de ter algo parecido com crises de pânico, stress estava em um nível bem próximo ao que passei no fim de 2012. Precisava agir.

Fui então conhecer o que era um centro espírita, ver a "aura" deles precisava buscar a paz. A energia que encontrei neste local é alçgo indescritivel. E lá, do nada, me lembrei do tal sonho, o qual contei no início deste texto. E, após esta lembrança, veio um sonho, por vários dias seguidos. Neste sonho, havia uma ordem expressa de meu ex sogro (falecido este ano), de que eu movesse uma mesa de sinuca. Estava cercado de amigos. Mas, no sonho, minha ex esposa deitava sobre a mesa e não deixava a mesa sair do lugar. O sonho foi até uma bela manhã, onde decidi mudar a tática da cobrança. A qual surtiu efeito. Minha ex cunhada intermediou a retirada de meus bens e assunto resolvido. E veio, na noite seguinte, lembrança de um novo sonho, o qual eu me lembro, novamente da figura de meu ex sogro fazendo sinal de "Joinha", típico das redes sociais. A minha interpretação destes sonhos pela ótica psicológica é justamente o fato de ser algo que eu buscava resolver e algo que finalmente estava se resolvendo. Estava finalmente mais leve.

Aí veio um sonho bastante diferente, muito estranho. Eu estava com minha mãe discutindo assuntos diversos (discutindo mesmo, divergindo seriamente em opiniões). E aparece uma dupla de pessoas, aparentemente indianos, carregando uma determinada pessoa em uma padiola. Eles jogam esta pessoa em um local parecendo um liquido preto. Minha interpretação inicial não fazia sentido algum, psicologia não explicava, a da religião não tinha explicação (pelo menos que eu tenha notado).

E vem o dia de hoje ... e amanheço com a noticia que atearam fogo na propriedade rural de minha família. E agora, a única explicação que tenho para o sonho é referente à ligação entre colocar uma determinada pessoa em esquecimento (onde aparece outra) e o famoso evento do sofá. Eu provavelmente estaria prevendo o que aconteceu hoje?

Vamos aguardar, mas o fato é que a abordagem do espiritismo começou a fazer muito sentido, melhorando muito meu conhecimento baseado em respaldo psicológico.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Turning numbers into stories: Social Science Goes R: Weighted Survey Data

Turning numbers into stories: Social Science Goes R: Weighted Survey Data: Social Science Goes R: Weighted Survey Data Social Science Goes R: Weighted Survey Data To get this blog started...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O mito da margem de erro

Quando entramos em período eleitoral, começam a ser divulgadas pesquisas a torto e a direito para informar a intenção de voto a diversos cargos.
Uma das exigências do TSE ultimamente é informar nestas pesquisas, o intervalo de confiança e a margem de erro, o que vem sido observado, pelo menos nos registros, pelas empresas.
como exemplo, reparem este registro do Datafolha:
No quadro plano amostral, encontramos o seguinte:
"Margem de Erro: A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os intervalos de confiança serão calculados considerando os resultados obtidos para um nível de confiança de 95%"
Ou seja: a pesquisa se embasou em uma margem de erro para um determinado intervalo de confiança.
Contudo, não se observa tal cuidado na hora de divulgar os resultados na mídia, onde, de maneira conservadora, consideram uma diferença de 4 pontos, um empate.
Vamos então simular a probabilidade desta afirmativa ser real (houver empate ou vitória do candidato com menor proporção com uma diferença de 4 pontos entre eles.
Esta mesma pesquisa citada anteriormente, divulgada dia 17/07 divulgou um cenário em que o segundo turno estaria em 44 a 40, o que configuraria o 'empate técnico'.
Confrontando esta informação com o tamanho do intervalo de confiança, se verifica facilmente via simulação que este empate técnico em uma amostra contendo 2401 eleitores (tamanho mínimo para se obter um erro de 2 pontos percentuais com 95% de confiança) só seria possível, se este intervalo de confiança não fosse de 95%, sim de pelo menos 99%. Se pensarmos utilizando os mesmos parâmetros do Datafolha, este intervalo de confiança deveria ser pelo menos 99.9%
Mas como se chegou a esta conclusão?
Uma definição boa de intervalo de confiança é que se realizarmos infinitas vezes o experimento (neste caso, uma pesquisa política), em x% das vezes, o experimento conduzirá a este resultado, ou seja: um erro dentro do esperado.
Portanto, em um experimento (ou pesquisa) que pensamos um intervalo de confiança de 95%, 95 em cada 100 apresentarão resultados dentro da margem de erro e 5 não apresentarão.
No caso do resultado que estamos analisando (44, 40, 16) temos 3 resultados possíveis: Candidato A (Dilma, com 44), Candidato B (Aécio, com 40) e C (Não Sabe, Não Respondeu, etc), ou seja: nem todos os resultados para A serão transferidos para B, poderão ir para a opção C (outros).
De fato, para este caso, a probabilidade de o candidato com menor resultado estar empatado ou à frente do com maior resultado é próxima a 1,7% se considerarmos o tamanho mínimo de amostra para 95% de confiança e 2 pontos percentuais de erro.
Mas o caso apresentado é um erro mais contundente, pois o tamanho da amostra apresentado na pesquisa é 5468. Para este cenário, a probabilidade do candidato com menor resultado estar à frente do candidato com maior resultado diminui para 0,07%.
Cabe agora identificar onde está a falha de comunicação, se na empresa que conduziu os trabalhos, ou na mídia, que divulgou os resultados apontando tal empate, sem o mesmo estatisticamente existir.
A seguir, a memória de cálculo, utilizando-se o software estatístico R, para quem tiver curiosidade de reproduzir o meu raciocínio.