Segue abaixo, comentário do presidente do VOX Populi, Marcos Coimbra sobre uma pesquisa realizada por sua empresa, a qual procurava medir a imagem dos partidos políticos no Brasil.
A Força da Imagem do PT
Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.
Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.
Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado.
Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.
Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.
O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão. Entre os três, um padrão semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz com que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele.
Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido, 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro – e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.
A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza”ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.
Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. É simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos ao PMDB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.
Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido “moderno” (ante 14% que o acham “ultrapassado”); 70% entendem que “tem compromisso com os pobres”(ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que “busca atender ao interesse da maioria da população” (ante 15% que não acreditam nisso). Até em uma dimensão particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que “cumpre o que promete” (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.
Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação “positiva na política brasileira”foi de 57% a 66%.
A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase “O PT ajuda o Brasil a crescer”, proporção que foi a 72% neste ano.
O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.
Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa.
Há, é certo, quem não goste dele – os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.
Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa”- demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas – é um saldo muito bom.
É com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo.
Conseguirá?
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do intituto Vox Populi
A minha opinião
Tudo que eu queria dizer, mas não tinha onde nem como me expressar
terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pesquisa de Boca de Urna do 2º Turno para Presidente/2010.
Segue a seguir, nota técnica produzida pelo conselho Federal de Estatística sobre as pesquisas Boca de Urna.
BOCA DE URNA ELEIÇÃO 2010
BOCA DE URNA ELEIÇÃO 2010
quarta-feira, 25 de abril de 2012
A arte de fazer perguntas, por Marcos Coimbra
Saiu no Blog do Luis Nassif:
Do Correio Braziliense
A Arte de Fazer Perguntas
Por Marcos Coimbra
A divulgação da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a popularidade da presidente Dilma Rousseff é uma boa oportunidade para discutir um aspecto delas que costuma passar despercebido.
Trata-se de algo evidente: que os resultados das pesquisas dependem das perguntas que fazemos. Escolhê-las e definir como fraseá-las é uma etapa decisiva de qualquer uma, pois tende a pré-determinar suas conclusões.
Isso se aplica à redação e à sequencia em que as perguntas aparecem nos questionários. Indagar, por exemplo, sobre o governo após mencionar “os problemas nacionais” pode induzir o entrevistado a pensar neles ao responder e a fazer cair a avaliação, o que não ocorre quando são citados depois de a caracterizar.
Se determinado resultado é esperado, é possível formular o questionário de modo a que outras perguntas o sublinhem ou enfraqueçam. Quando destinadas à divulgação, esse é um aspecto fundamental para compreender a pesquisa e as motivações de seus contratantes.
Tomemos o caso em apreço.
Realizada nos dias 18 e 19 de abril, a pesquisa do Datafolha não trouxe novidade. Seus resultados foram iguais a vários outros disponíveis.
Mostram o que todos sabíamos – que Dilma vai bem, que seu governo tem aprovação elevada e bate recorde atrás de recorde, na comparação com seus antecessores em momento parecido. A pesquisa não poderia, portanto, provocar comoções no sistema político.
Nada mudou com ela. Depois de a ler, apenas continuamos informados que a presidente vem ultrapassando situações de desgaste sem arranhões. Que se mantém a tendência de crescimento da simpatia com que é vista pela opinião pública.
Esse aspecto da pesquisa – o mais relevante, mesmo que não inédito – perdeu, no entanto, destaque na divulgação. A Folha de São Paulo, jornal que a contratou, preferiu chamar a atenção para outro tópico: que, entre Lula e Dilma, a maioria prefere o ex-presidente como candidato do PT em 2014.
Obviamente, esse resultado só estava disponível porque alguém havia tomado a decisão de incluir a pergunta no questionário. Para quê?
Talvez para juntar duas coisas conhecidas em uma manchete – que Dilma é bem avaliada e que Lula é uma pessoa querida pela maioria da população – parecendo dizer uma novidade.
Mas não são ambas coisas notórias?
O xis da questão é o emprego de uma conjunção adversativa: um “mas” colocado entre elas. O que a manchete estampava era “Dilma tem aprovação recorde, mas Lula é favorito para 2014”.
A expressão sugere que nem tudo são flores para a presidente. Que ela está bem... mas, porém, contudo, todavia, no entanto. Que alguma coisa tolda seu bom desempenho.
Qual a razão de uma pergunta sobre quem é “o melhor candidato do partido”? Será que, por Lula estar à frente de Dilma nesse comparação, seria válido deduzir que o ex-presidente é o “favorito” - em detrimento dela - no que realmente conta, que são as chances de vencer a próxima eleição?
Quando, nas pesquisas atuais, os nomes de Lula e de Dilma são apresentados nos cenários de voto estimulado – frente a possíveis adversários de diversos partidos – o que se vê é o franco favoritismo de ambos: Dilma no patamar dos 60%, Lula no dos 70%.
Ou seja, para ganhar a eleição, os dois são favoritos. O que é um resultado ótimo para Dilma, considerando sua trajetória e o momento que experimenta. Para Lula, nem se precisa dizer.
A manchete só foi possível por haver no questionário aquela pergunta, cujo interesse técnico é escasso. Ela só lá estava para ser usada politicamente.
Do Correio Braziliense
A Arte de Fazer Perguntas
Por Marcos Coimbra
A divulgação da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a popularidade da presidente Dilma Rousseff é uma boa oportunidade para discutir um aspecto delas que costuma passar despercebido.
Trata-se de algo evidente: que os resultados das pesquisas dependem das perguntas que fazemos. Escolhê-las e definir como fraseá-las é uma etapa decisiva de qualquer uma, pois tende a pré-determinar suas conclusões.
Isso se aplica à redação e à sequencia em que as perguntas aparecem nos questionários. Indagar, por exemplo, sobre o governo após mencionar “os problemas nacionais” pode induzir o entrevistado a pensar neles ao responder e a fazer cair a avaliação, o que não ocorre quando são citados depois de a caracterizar.
Se determinado resultado é esperado, é possível formular o questionário de modo a que outras perguntas o sublinhem ou enfraqueçam. Quando destinadas à divulgação, esse é um aspecto fundamental para compreender a pesquisa e as motivações de seus contratantes.
Tomemos o caso em apreço.
Realizada nos dias 18 e 19 de abril, a pesquisa do Datafolha não trouxe novidade. Seus resultados foram iguais a vários outros disponíveis.
Mostram o que todos sabíamos – que Dilma vai bem, que seu governo tem aprovação elevada e bate recorde atrás de recorde, na comparação com seus antecessores em momento parecido. A pesquisa não poderia, portanto, provocar comoções no sistema político.
Nada mudou com ela. Depois de a ler, apenas continuamos informados que a presidente vem ultrapassando situações de desgaste sem arranhões. Que se mantém a tendência de crescimento da simpatia com que é vista pela opinião pública.
Esse aspecto da pesquisa – o mais relevante, mesmo que não inédito – perdeu, no entanto, destaque na divulgação. A Folha de São Paulo, jornal que a contratou, preferiu chamar a atenção para outro tópico: que, entre Lula e Dilma, a maioria prefere o ex-presidente como candidato do PT em 2014.
Obviamente, esse resultado só estava disponível porque alguém havia tomado a decisão de incluir a pergunta no questionário. Para quê?
Talvez para juntar duas coisas conhecidas em uma manchete – que Dilma é bem avaliada e que Lula é uma pessoa querida pela maioria da população – parecendo dizer uma novidade.
Mas não são ambas coisas notórias?
O xis da questão é o emprego de uma conjunção adversativa: um “mas” colocado entre elas. O que a manchete estampava era “Dilma tem aprovação recorde, mas Lula é favorito para 2014”.
A expressão sugere que nem tudo são flores para a presidente. Que ela está bem... mas, porém, contudo, todavia, no entanto. Que alguma coisa tolda seu bom desempenho.
Qual a razão de uma pergunta sobre quem é “o melhor candidato do partido”? Será que, por Lula estar à frente de Dilma nesse comparação, seria válido deduzir que o ex-presidente é o “favorito” - em detrimento dela - no que realmente conta, que são as chances de vencer a próxima eleição?
Quando, nas pesquisas atuais, os nomes de Lula e de Dilma são apresentados nos cenários de voto estimulado – frente a possíveis adversários de diversos partidos – o que se vê é o franco favoritismo de ambos: Dilma no patamar dos 60%, Lula no dos 70%.
Ou seja, para ganhar a eleição, os dois são favoritos. O que é um resultado ótimo para Dilma, considerando sua trajetória e o momento que experimenta. Para Lula, nem se precisa dizer.
A manchete só foi possível por haver no questionário aquela pergunta, cujo interesse técnico é escasso. Ela só lá estava para ser usada politicamente.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
E o mito do spread bancário se desfez
Quando o governo federal anunciou a intenção de oferecer taxas de juros mais baixas, fazendo um corte radical nas mesmas em seus bancos estatais BB e CEF, a imprensa fez um alarde enorme, acusando o governo de estar sendo populista, pois as taxas de juros 'não se sustentariam a estes valores tão baixos'.
Dirigentes dos grandes bancos começaram a soltar declarações na imprensa dizendo, dentre outras coisas, frases como 'Para ter cortes era preciso reduzir os impostos que os bancos pagam', diziam também que que os bancos públicos iriam ter prejuízo e seriam socorridos com dinheiros dos impostos.Alguns articulistas tentaram até atribuir ao próprio povo brasileiro a culpa pelo provável fracasso, dizendo que que não iria dar certo porque o "brasileiro era preguiçoso para mudar de banco".
A decisão do governo foi sábia: claramente existia um cartel formado entre os bancos e optou-se por não mais fazer parte dele. Não houve intervenção federal, tão pouco um 'acordo' com os bancos, dando-lhes algum benefício. O mercado simplesmente cuidou de mostrar aos bancos que o jogo agora é outro.
E o principal sinal de que a medida do governo foi acertada é a adesão gradual de bancos como Santander, HSBC e Bradesco (O Itaú anunciou adesão a esta prática enquanto este texto estava sendo escrito), desmentindo estas palavras que jornais como Estadão, Folha de S Paulo e outros apregoavam como verdades de 'mercado'. E fazem isto pois notaram que, se não o fizessem, sofreriam com uma revoada de clientes que poderia lhes causar prejuízos ainda maiores.
A adesão dos bancos privados comprova que tinha, sim, muita gordura para cortar nas taxas abusivas, sem deixarem de ser muito lucrativos, e sem precisar de nenhuma medida de incentivo governamental.
A título de comparação, as taxas de Juros praticadas pelos bancos hoje, 18 de abril de 2012 eram as seguintes:
Apesar desta redução ser um grande avanço, ainda falta muito para melhorar o crédito ao consumidor. A meu ver já passa da hora de se propor uma lei que proíba esta ênfase que fazem na parcela do financiamento (Coisa típica das grandes lojas de eletrodomésticos e das revendas de automóveis hoje em dia). A divulgação desta maneira cria uma ilusão de que se pode comprar o bem, iludindo o comprador. Resta esperar para ver o desenrolar dos fatos.
Dirigentes dos grandes bancos começaram a soltar declarações na imprensa dizendo, dentre outras coisas, frases como 'Para ter cortes era preciso reduzir os impostos que os bancos pagam', diziam também que que os bancos públicos iriam ter prejuízo e seriam socorridos com dinheiros dos impostos.Alguns articulistas tentaram até atribuir ao próprio povo brasileiro a culpa pelo provável fracasso, dizendo que que não iria dar certo porque o "brasileiro era preguiçoso para mudar de banco".
A decisão do governo foi sábia: claramente existia um cartel formado entre os bancos e optou-se por não mais fazer parte dele. Não houve intervenção federal, tão pouco um 'acordo' com os bancos, dando-lhes algum benefício. O mercado simplesmente cuidou de mostrar aos bancos que o jogo agora é outro.
E o principal sinal de que a medida do governo foi acertada é a adesão gradual de bancos como Santander, HSBC e Bradesco (O Itaú anunciou adesão a esta prática enquanto este texto estava sendo escrito), desmentindo estas palavras que jornais como Estadão, Folha de S Paulo e outros apregoavam como verdades de 'mercado'. E fazem isto pois notaram que, se não o fizessem, sofreriam com uma revoada de clientes que poderia lhes causar prejuízos ainda maiores.
A adesão dos bancos privados comprova que tinha, sim, muita gordura para cortar nas taxas abusivas, sem deixarem de ser muito lucrativos, e sem precisar de nenhuma medida de incentivo governamental.
A título de comparação, as taxas de Juros praticadas pelos bancos hoje, 18 de abril de 2012 eram as seguintes:
Apesar desta redução ser um grande avanço, ainda falta muito para melhorar o crédito ao consumidor. A meu ver já passa da hora de se propor uma lei que proíba esta ênfase que fazem na parcela do financiamento (Coisa típica das grandes lojas de eletrodomésticos e das revendas de automóveis hoje em dia). A divulgação desta maneira cria uma ilusão de que se pode comprar o bem, iludindo o comprador. Resta esperar para ver o desenrolar dos fatos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
15 filhos de guerrilheiros brasileiros falam de suas vidas em meio à ditadura
Texto da TV Câmara:
"O vídeo relembra os horrores cometidos durante a ditadura militar, quando milhares de pessoas, contrárias ao regime, morreram ou desapareceram sem deixar pistas. A narrativa cabe aos filhos dos presos políticos, que contam traumas nunca superados. Entre os relatos, alguns fatos são comuns: a incerteza quanto ao nome verdadeiro dos pais, o mundo dividido entre o bem e o mal, o período em que passaram presos e a impossibilidade de compartilhar os acontecimentos com os demais membros da família. Entre os depoimentos, gravados em preto e branco, imagens coloridas da queda do presidente Salvador Allende, no Chile, e das dependências da delegacia de polícia, no bairro paulistano do Tatuapé, onde ficavam presas as famílias dos torturados políticos."
As diretoras Maria Oliveira e Marta Nehring - filhas de guerrilheiros - também dão seus depoimentos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Para que ninguém esqueça o que foi o golpe civil-militar de 1964, assista a '15 Filhos'
São pouco mais de 18 minutos de resgate de uma história interrompida: pais e filhos que tiveram suas vidas invadidas e destruídas pela ditadura. Filha que tinha que fingir desconhecer o pai. Sobrinho que "nunca tinha visto" a tia. Filha que não reconheceu o rosto da mãe, totalmente desfigurada pela tortura.
Infância, adolescência, vida familiar roubadas, por aqueles que em 1964 se utilizaram do salário, treinamento, fardas, armas que lhes eram fornecidos pelo Estado para derrubar um governo democraticamente eleito.
O filme é de 1996, gravado em Hi-8, com direção de Maria Oliveira e Marta Nehring, que também dão seus depoimentos.
"15 Filhos" é um "documentário que retrata a época da ditadura militar através da memória de infância dos filhos de militantes presos, mortos ou desaparecidos. Esses depoimentos, dentre os quais se incluem os das diretoras do vídeo, mostram um ângulo pouco conhecido da violência política no Brasil. Foi projetado em vários países – Argentina, Chile, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, entre outros – e também em festivais internacionais e em universidades, escolas e em reuniões de diretos humanos. Desde seu lançamento, em 1996, o vídeo recebeu numerosos prêmios.
Consta no catálogo da Unicef de Filmes sobre Direitos Humanos: "A broadcaster's guide to children's rights" e no "Panorama do Vídeo Brasileiro 1995-2001", editado pelo Ministério da Cultura.".
"O vídeo relembra os horrores cometidos durante a ditadura militar, quando milhares de pessoas, contrárias ao regime, morreram ou desapareceram sem deixar pistas. A narrativa cabe aos filhos dos presos políticos, que contam traumas nunca superados. Entre os relatos, alguns fatos são comuns: a incerteza quanto ao nome verdadeiro dos pais, o mundo dividido entre o bem e o mal, o período em que passaram presos e a impossibilidade de compartilhar os acontecimentos com os demais membros da família. Entre os depoimentos, gravados em preto e branco, imagens coloridas da queda do presidente Salvador Allende, no Chile, e das dependências da delegacia de polícia, no bairro paulistano do Tatuapé, onde ficavam presas as famílias dos torturados políticos."
As diretoras Maria Oliveira e Marta Nehring - filhas de guerrilheiros - também dão seus depoimentos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Para que ninguém esqueça o que foi o golpe civil-militar de 1964, assista a '15 Filhos'
São pouco mais de 18 minutos de resgate de uma história interrompida: pais e filhos que tiveram suas vidas invadidas e destruídas pela ditadura. Filha que tinha que fingir desconhecer o pai. Sobrinho que "nunca tinha visto" a tia. Filha que não reconheceu o rosto da mãe, totalmente desfigurada pela tortura.
Infância, adolescência, vida familiar roubadas, por aqueles que em 1964 se utilizaram do salário, treinamento, fardas, armas que lhes eram fornecidos pelo Estado para derrubar um governo democraticamente eleito.
O filme é de 1996, gravado em Hi-8, com direção de Maria Oliveira e Marta Nehring, que também dão seus depoimentos.
"15 Filhos" é um "documentário que retrata a época da ditadura militar através da memória de infância dos filhos de militantes presos, mortos ou desaparecidos. Esses depoimentos, dentre os quais se incluem os das diretoras do vídeo, mostram um ângulo pouco conhecido da violência política no Brasil. Foi projetado em vários países – Argentina, Chile, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, entre outros – e também em festivais internacionais e em universidades, escolas e em reuniões de diretos humanos. Desde seu lançamento, em 1996, o vídeo recebeu numerosos prêmios.
Consta no catálogo da Unicef de Filmes sobre Direitos Humanos: "A broadcaster's guide to children's rights" e no "Panorama do Vídeo Brasileiro 1995-2001", editado pelo Ministério da Cultura.".
sábado, 31 de março de 2012
"O dia que durou 21 anos" - Como os USA armaram o golpe militar de 64
Título original - O Dia que durou 21 anos
Extraordinário Documentário que revela minuciosamente a participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil.
Pela primeira vez, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como "Top Secret" são expostos ao público.
Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte desse documentário, narrado pelo jornalista Flávio Tavares.
O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo Tavares.
Extraordinário Documentário que revela minuciosamente a participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil.
Pela primeira vez, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como "Top Secret" são expostos ao público.
Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte desse documentário, narrado pelo jornalista Flávio Tavares.
O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo Tavares.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking
Coomo o link original foi retirado do ar, decidi postar o inteiro teor desta matéria do Jornal O GLOBO, para que a notícia não desapareça.
Vale ressaltar que é uma matéria de 2007, os números devem ter aumentado um pouco.
"
Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking
Plantão | Publicada em 04/10/2007 às 13h10m
O Globo Online
RIO - De 2000 até agora, 623 políticos tiveram o mandato cassado por denúncias de corrupção. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e não inclui políticos que perderam cargos em virtude de condenações criminais.
Dos 623 que foram cassados, quatro eram governadores e vices: Flamarion Portela, de Roraima, e Cássio Cunha Lima, da Paraíba, mantido no cargo por força de liminar do TSE. Os demais são senadores e suplentes (seis), deputados federais (oito), deputados distritais (13), prefeitos e vices (508) e vereadores (84).
De acordo com a pesquisa, o DEM é o partido que lidera o ranking (69), reunindo 20,4% dos políticos cassados. O PMDB (66) aparece logo depois, seguido por PSDB (58), PP (26), PTB (24), PDT (23), PR (17), PPS (14) e PT (10). Na última posição está o PV (1), empatado com PHS, Prona, PRP e PSDB.
No ranking dos estados, Minas é que concentra o maior número de cassações (71), o equivalente a 11% do total. Em seguida, vem Rio Grande do Norte (60), São Paulo (55) e Bahia (54). O Rio de Janeiro está na 12ª posição, com 18 cassações neste período.
A pesquisa ressalta que o número de cassações pode aumentar. De acordo com o movimento, outros 1,1 mil processos relativos às eleições de 2006 ainda estão em tramitação e podem levar à perda de mandatos.
"
Em tempo: o inteiro teor desta notícia foi extraído do link: http://web.archive.org/web/20110522051756/http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/10/04/298003467.asp
Vale ressaltar que é uma matéria de 2007, os números devem ter aumentado um pouco.
"
Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking
Plantão | Publicada em 04/10/2007 às 13h10m
O Globo Online
RIO - De 2000 até agora, 623 políticos tiveram o mandato cassado por denúncias de corrupção. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e não inclui políticos que perderam cargos em virtude de condenações criminais.
Dos 623 que foram cassados, quatro eram governadores e vices: Flamarion Portela, de Roraima, e Cássio Cunha Lima, da Paraíba, mantido no cargo por força de liminar do TSE. Os demais são senadores e suplentes (seis), deputados federais (oito), deputados distritais (13), prefeitos e vices (508) e vereadores (84).
De acordo com a pesquisa, o DEM é o partido que lidera o ranking (69), reunindo 20,4% dos políticos cassados. O PMDB (66) aparece logo depois, seguido por PSDB (58), PP (26), PTB (24), PDT (23), PR (17), PPS (14) e PT (10). Na última posição está o PV (1), empatado com PHS, Prona, PRP e PSDB.
No ranking dos estados, Minas é que concentra o maior número de cassações (71), o equivalente a 11% do total. Em seguida, vem Rio Grande do Norte (60), São Paulo (55) e Bahia (54). O Rio de Janeiro está na 12ª posição, com 18 cassações neste período.
A pesquisa ressalta que o número de cassações pode aumentar. De acordo com o movimento, outros 1,1 mil processos relativos às eleições de 2006 ainda estão em tramitação e podem levar à perda de mandatos.
"
Em tempo: o inteiro teor desta notícia foi extraído do link: http://web.archive.org/web/20110522051756/http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/10/04/298003467.asp
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